Newsletter ECD #035 - Publicada em 07/02/2021

 Essa Newsletter foi enviada por e-mail aos assinantes no dia 07/02/2021. Para recebê-la no dia correto na sua caixa de e-mails, preencha o formulário no link abaixo. Boa leitura 


Olá a todas e todos

 

Muito obrigado por se inscreverem, lerem e acompanharem a nossa newsletter semanal, a primeira do mês de fevereiro/21. Sim, um mês do ano já se passou, vocês perceberam? Bom, essa é a Newsletter #035

 

Se quiserem passar para os amigos, o link para preenchimento do formulário de inscrição é: https://forms.gle/bQLz561Y2kqUfnhdA. As Newsletters anteriores estão no site da ECD (www.ecdambiental.com.br).

 

Essa semana tivemos 9 novos inscritos aqui. Somos em 249 agora!!!!! Sejam bem-vindos: Enrico, Andre, Rodrigo, Fernanda, Luis Henrique, Tatiana, Felipe, Braian e Dennão!!!!

 

Como vocês já sabem, temos uma campanha no Apoia.Se para mantermos os nossos canais de divulgação científica gratuitos sobre Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC), ciências, meio ambiente, economia e a vida em geral, com dicas, novidades, comentários, e muito mais, semanalmente nessa Newsletter e no Podcast e também no Facebook, Instagram, Telegram e Youtube. A campanha, para quem quiser contribuir está no site http://apoia.se/ecdambiental

 

Agradeço demais aos 31 apoiadores atuais: Ábila de Moraes, Allan Umberto, Atila Pessoa, Bruno Bezerra, Calvin Iost, Cristina Maluf, Denise Oliveira, Diego Silva, Fabiano Rodrigues, Felipe Nareta, Filipe Ferreira, Heraldo Giacheti, João Paulo Dantas, Juliana Mantovani, Larissa Galdeano, Larissa Macedo, Leandro Freitas, Leandro Oliveira, Lilian Puerta, Luana Fernandes, Luciana Vaz, Roberto Costa, Rodrigo Alves, Sergio Rocha, Tamara Quinteiro, Tatiana Sitolini, Wagner Rodrigo, Willem Takiya, e mais 3 apoiadores anônimos. Muito obrigado a vocês, que são os principais responsáveis pela manutenção dos nossos canais de divulgação.

 

O quinto episódio da 2ª temporada do Podcast Áreas Contaminadas (#041) foi ao ar na última quinta (04/02), e nele conversei com Felipe Prenholato, Engenheiro Ambiental, Sócio da Raízcon Consultoria e Apresentador do Canal Valor Ambiental.

Felipe atua na área de GAC há algum tempo, e é muito conhecido pelas suas mídias digitais: seu perfil no Instagram e seu Canal no Youtube chamado Valor Ambiental. Sigam o canal dele, muito interessante, com várias dicas de licenciamento ambiental, de elaboração de propostas e também sobre GAC.

 

Ele falou no episódio sobre a trajetória dele acadêmica e profissional, deu várias dicas sobre marketing digital, falou bastante sobre o mercado de GAC e sobre como é a atuação de uma consultoria pequena dentro do nosso mercado, com uma história muito interessante de sucesso logo no início, também catapultado pelos Canais digitais, o que é bem interessante. Obviamente discutimos alguns aspectos técnicos, como algumas sugestões para realizar um screening (varredura) em área suspeita de contaminação por Compostos Orgânicos Voláteis (VOCs).

 

Confiram o perfil, dele no Linkedin: https://www.linkedin.com/in/felipe-prenholato-945a3847/  

Site da Raízcon: https://raizcon.com/ 

Canal Valor Ambiental: https://www.youtube.com/channel/UCt2UjqzJG1J1Aj4rtIhCxIg 

Texto sobre os PTVs - Poços Temporários de Vapor: http://www.ecdambiental.com.br/2018/04/varredura-de-compostos-organicos.html  

 

Durante o episódio, Felipe fala de alguns temas que eu gostaria de reforçar aqui na Newsletter:

Os Poços Temporários de Vapor (PTVs), servem como uma ferramenta de screening, ou formalmente seriam um pré-screening de VOCs, uma vez que a DD-038 exige, nas investigações confirmatórias que, se necessário o screening, esse deve ser feito com amostradores passivos ou análises químicas em campo, então, os PTVs seriam nessa etapa, um pré-screening. Importante lembrar que, em qualquer outra fase da investigação você pode lançar mão dos PTVs como screening, pois seria uma atividade não obrigatória, seria uma escolha técnica sua como Responsável Técnico.

Os PTVs foram pensados tendo como princípio isolar o piso, o contrapiso e a superfície, para que as medidas dos VOCs observadas no detector por fotoionização (PID) sejam tomadas realmente dos vapores provenientes da fonte secundária (solo contaminado), que é a razão de ser dessa varredura horizontal, ou seja, ela é feita para identificar a posição das fontes secundárias e assim orientar a investigação dessas fontes. Se o screening medir os vapores provenientes da atmosfera, ou mesmo do contrapiso, ele não tem efeito, por isso, há a necessidade de isolar muito bem o piso e o contrapiso.

O famoso Soil Gas Survey (SGS, conhecido como “malha”), não é efetivo, pois é realizado apenas fazendo um furo no piso e medindo com o PID, portanto, não isola a superfície, nem o contrapiso. O contrapiso, normalmente, é mais permeável, o que fornece muitos falsos positivos (se a fonte está 20 metros para o lado, o vapor pode “subir”, pegar o caminho preferencial pelo contrapiso e aparecer no seu PID, indicando local errado da fonte).

Mas o mais comum no Soil Gas Survey é aparecerem falsos negativos, decorrentes do solo/aterro muito compactado abaixo do contrapiso, que dificulta a migração dos vapores para o seu furo e, consequentemente os vapores que estão na fonte secundária, não chegam no seu PID a tempo.

A instalação dos PTVs permite que os vapores provenientes da fonte secundária entrem em equilíbrio com o equipamento (poço) e com isso a medida é mais próxima do real. Obviamente há limitações em relação aos amostradores passivos: a sensibilidade do PID aos vapores é muito pequena (pega 1 ppm contra nanogramas do amostrador passivo) e não é possível, com o PID, separar compostos, ou seja, ele mede os VOCs totais que se ionizam com aquela lâmpada.

Recomendo que sejam feitas várias medidas com o PID nos PTVs, uma vez ao dia por 1 semana, depois 1 vez por semana por 3-4 semanas, para que se possa fazer um diagnóstico melhor.

O material do PTV basicamente é uma pedra porosa de aquário conectada a uma mangueirinha de aquário (não pode ser de silicone, que adsorve VOCs!!!!) que vem até a superfície. Ao redor da pedra porosa, coloca-se pré-filtro, acima do pré-filtro coloca-se areia lavada (pré-filtro secundário) e logo acima um selo com calda de cimento. Isso faz com que a superfície e o contrapiso fiquem isolados da seção filtrante do poço. As medidas com o PID são tomadas na ponta da mangueirinha que está na superfície.

Muito simples e muito barato. Recomendo fazerem o mesmo que o Felipe fez, utilizem os PTVs, depois refinem o screening com amostradores passivos, muito mais sensíveis, permitem uma identificação das SQIs, mas são mais caros.

Outro ponto do episódio é a porta de entrada dos profissionais no GAC. O GAC parece ser difícil e realmente é, mas há muito espaço. Provavelmente o iniciante não conseguirá fazer os trabalhos sozinho (na verdade, nem os mais experientes conseguem), mas poderão fazer parte de equipes multidisciplinares que executam bons trabalhos.

Atualmente há muitas vagas sendo publicadas no mercado, portanto, é uma boa alternativa para Geólogos, Engenheiros Ambientais, Biólogos, Geógrafos, Químicos, Engenheiros Químicos, Cientistas da Computação, Engenheiros e Técnicos em Elétrica, Mecânica, Eletrônica, Automação, profissionais de campo e muitos outros.

Mas, para isso, é fundamental se prepararem: estudem bastante, leiam os textos clássicos, assistam vídeos, ouçam podcasts, leiam Newsletters (auto propaganda à parte...). Algumas características são fundamentais: capacidade de comunicação (João Paulo Dantas falou muito bem sobre isso no Podcast), capacidade de trabalhar em equipe, iniciativa, curiosidade (talvez “fuçador” seja o nome correto pra isso) e gostar muito de estudar, ler e aprender. Mas a área é maravilhosa, a maioria de nós gosta muito, então, recomendo que venham e juntem-se a nós.

 

Semana que vem, o 42º episódio, que irá ao ar no dia 11/02, eu entrevistarei uma das lendas do GAC, um dos caras mais conhecidos e reconhecidos do nosso mercado, meu amigo e companheiro de SENAC, o Dr Paulo Lojkasek Lima. Será um episódio imperdível, onde falamos de interesses difusos, família, vida em clima frio, Antroposofia, e algumas pitadas de investigação de áreas contaminadas, meio fraturado, isótopos e coisas assim. Não percam. Na remota hipótese de você não conhecer o Paulo, veja o perfil dele no Linkedin:

https://www.linkedin.com/in/paulollima/

Uma coisa que você, leitora/leitor provavelmente ainda não fez, mas recomendo que faça urgente, é ler a tese dele. Está disponível aqui:

https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44138/tde-03082020-112622/pt-br.php

 

Estou com algumas entrevistas já gravadas e teremos muita coisa legal vindo aí pela frente, aguardem!!!

 

Como tema mais técnico de hoje, gostaria de falar sobre algumas coisas que estamos discutindo no excelente Curso de LNAPL da parceria SENAC /AESAS que se iniciou nessa semana, com as excelentes aulas de Rodrigo Cunha, Paulo Lima, Marco Pede e Atila Pessoa. Na minha percepção sobre as aulas, debates e conversas, os principais temas, assuntos e conceitos são:

- Não existe o pancake model, ou seja, o LNAPL não fica flutuando sobre o “lençol freático”, mas coexiste nos poros com ar e/ou água e, pela flutuação do nível de água, muitas vezes fica “imobilizado” na zona saturada;

- Se não existe o pancake model, investigar LNAPL com poços de monitoramento de seção filtrante longa e não afogados não tem sentido. É algo ineficiente e ineficaz. Por vezes parte do LNAPL migra para o poço de monitoramento em decorrência da pressão capilar praticamente nula do poço, mas com certeza há muito mais LNAPL que não entrou no poço;

- Há, portanto, muito LNAPL não detectado pelas investigações tradicionais, baseadas em poços de monitoramento que causam o “efeito rebote” nas remediações de LNAPL e especialmente na fase dissolvida;

- Só é possível identificar o LNAPL com técnicas adequadas. No momento, essas são: OIP, UVOST (ou outro método LIF), e amostragem de solo de perfil completo (ASPC) com varredura nas amostras;

- O OIP com HPT (OiHPT) é particularmente interessante porque, além de identificar a presença do LNAPL, também fornece dados sobre a condutividade hidráulica relativa do meio;

- UVOST tem a grande vantagem de permitir uma espécie de “fingerprint” do produto pela análise espectral;

- A amostragem de solo de perfil completo com varredura em campo (Caixa de Luz UV, Varredura de Voláteis – com ou sem aquecimento, shake test) tem a grande vantagem de permitir coleta de amostras para envio ao laboratório (BTEX, TPH, granulometria, etc) e ser muito mais disponível no Brasil;

- Toda a área com LNAPL, móvel, imóvel, transmissível, trapeado, na zona saturada, não saturada, na franja capilar, etc, deve ser considerada “fonte”. No conceito da DD-038, seria “fonte secundária”, ou seja, solo contaminado contendo produto em fase líquida imiscível;

- A migração lateral do LNAPL está relacionada com a pressão de entrada do produto nos poros, ou seja, com a existência da fonte primária (do vazamento). Os papers mais atuais mostram que, uma vez cessado o vazamento, a migração lateral do LNAPL cessa também;

- Essa área fonte deve ser muito bem entendida, em escala de detalhe, tanto do produto (densidade, viscosidade, pressão de vapor, caracterização química, saturação, etc) quanto do meio (unidades hidroestratigráficas, granulometria, condutividade hidráulica, densidade, porosidade, etc);

- Deve-se coletar evidências que comprovem ou refutem a volatilização e consequente intrusão de vapores a partir desse LNAPL;

- A mesma coleta e análise de evidências deve ser feita para a contribuição do LNAPL para a fase dissolvida. Está havendo aporte de massa a partir do LNAPL para a água subterrânea?;

- Também a mesma coleta rigorosa de evidências deve ser feita para a degradação/atenuação do LNAPL na fonte, preferencialmente com o protocolo de NSZD, citado semana passada;

- A pouca mobilidade do LNAPL que dificulta a entrada dele nos poços também causa uma dificuldade ainda maior para a remoção “mecânica” desse LNAPL, por bombeamento ou extração;

- Essa dificuldade é potencializada em solos pouco permeáveis e em geologia heterogênea (ou seja, em praticamente todas as áreas);

- A avaliação da recuperabilidade do LNAPL é feita, na prática, com o uso de ensaios como o Baildown Test, já citado diversas vezes aqui;

- Se for evidenciado que existe LNAPL, mas não há aporte para água subterrânea, para fase vapor, não gera risco e está sendo atenuada, existem documentos internacionais que suportariam uma decisão de não-remediação nesses casos;

 

Outro assunto que eu gostaria de discutir é a transmissão do SARS-Cov2 pelo ar:

- Dr Alex Huffman mostra modelos de riscos a partir da distância das pessoas e da ventilação do local, transmissão a partir de aerossóis, mostrando que o movimento do ar ambiente é fundamental no risco de transmissão do vírus: https://twitter.com/HuffmanLabDU/status/1356811581242236939?s=08

- Editorial da Nature ressalta que a maior transmissão do SARS-Cov2 é pelo ar: https://www.nature.com/articles/d41586-021-00277-8

- Explicação da Denise Garret relaciona esses fatores à concentração de CO2 no ar ambiente. Altas concentrações de CO2 no ar indicariam circulação/troca de ar pobre, portanto, maior risco: https://twitter.com/dogarrett/status/1357065447221456898?s=08

- Vitor Mori sugere o monitoramento permanente de CO2 no ar das salas de aula como linha de evidência de um ambiente minimamente seguro para os ocupantes. Posso extrapolar isso para escritórios, fábricas, ônibus, metrô, aviões, hospitais, etc.: https://twitter.com/vitormori/status/1331432386484170752?s=08

- Complemento dizendo que seria algo relativamente simples para o nosso mercado realizar esse tipo de medida: medir em tempo real o CO2 do ar ambiente para evidenciar a troca de ar daquele ambiente, inclusive para estudar/avaliar a intrusão de vapores. Por outro lado, é muito importante que o nosso mercado aprenda com as pesquisas em outras áreas, nesse caso, estudar a circulação de ar em ambientes fechados é de extrema relevância no GAC, e o pessoal que estuda isso para Covid está, certamente, avançado nesse tema;

- Hannes Fisher divulga aqui um equipamento de relativo baixo custo que faz esse monitoramento do CO2 no ar ambiente: https://twitter.com/grandonia/status/1357322835535003648?s=08

 

Pensando nisso, acredito que uma bela contribuição da nossa área nesse momento seria desenvolver, aplicar, usar, doar, etc esse tipo de sensor de CO2 para ambientes fechados em locais como escolas, afinal, nosso mercado tem relativamente bastante recurso financeiro/intelectual/humano e penso que essa poderia ser uma prioridade, afinal, tem tudo a ver com a nossa área.

 

Vamos agora às notícias da semana:

 

- Recebi mais uma vaga: desta vez na Conam. Mandar CV para mauricio.sabbag@conam.eng.br . As vagas que recebo compartilho imediatamente no nosso Canal do Telegram (https://t.me/areascontaminadas)

 

- Uma notícia muito relevante para todos nós, do mercado de GAC que atuamos na cidade de São Paulo. A Prefeitura, por meio do GTAC, publicou seu relatório de áreas contaminadas do município. Informação importantíssima, vejam e baixem o arquivo. https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/servicos/areas_contaminadas/?fbclid=IwAR0gGBLaD2tqfpy0_ydySJAj0-AcDcPuYeFkbOgQZ0fIBG1Q54noZ88Wro4

 

- Estão ainda abertas (até o final desse mês) as inscrições para o Processo Seletivo da 8ª turma do curso de Pós-Graduação em Remediação de Áreas Contaminadas. As aulas começam em março. O curso terá duração de 1 ano, com aulas presenciais (dependendo da pandemia) aos sábados e online ao vivo às terças. Informações e inscrições: https://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?newsID=DYNAMIC,oracle.br.dataservers.CourseDataServer,selectCourse2&course=20428&template=1678.dwt&unit=NONE&testeira=724&loc=1

 

- A parceria SENAC/AESAS está a todo vapor. Serão muitos cursos e eventos planejados para 2021, e o primeiro semestre está particularmente agitado. Teremos em março a 2ª versão do Curso Especial para profissionais de órgãos ambientais, desta vez fazendo parte do acordo de cooperação da AESAS com o MMA. Em maio teremos o 2º módulo desse Curso Especial, também exclusivo para profissionais de órgãos ambientais e com a necessidade de ter cursado o 1º módulo para participar. Além desses, teremos em março um curso aberto sobre Biorremediação, que será coordenado pelo Cesar Malta-Oliveira, e em abril um curso sobre Geologia e Hidrogeologia aplicados ao GAC, coordenado por mim. E teremos muito mais. Para todo o profissional da cadeia de GAC a formação e atualização contínua é muito importante e relevante. Vejam os cursos que estão com inscrições abertas aqui: https://www.aesas.com.br/eventos

 

- A Conferência CIGRAC, de Portugal, que será online em maio, está com submissões abertas para trabalhos até dia 26/02. Quem tem algum trabalho que acha interessante mostrar para a comunidade do GAC em Portugal, é uma ótima oportunidade. Eu mesmo enviei um resumo. http://www.cigrac2020.pt/submissao

 

- Ian Ross, da Arcadis, fala, no Linkedin, que o estado de Illinois fixou o limite de 2 ppt para a concentração máxima aceitável de PFOA na água. Ele também fala do livro Handbook of Emerging Contaminants: https://www.taylorfrancis.com/books/emerging-contaminants-handbook-caitlin-bell-margaret-gentile-erica-kalve-ian-ross-john-horst-suthan-suthersan/e/10.1201/b22226

 

- Repostando aqui, um documento muito interessante para discutirmos medidas de gerenciamento de um site contaminado por LNAPL: Documento da EPA da Califórnia propões critérios para encerramento de casos com “fase livre nos poços” desde que dentro de alguns critérios. Como falei anteriormente, esse documento foi alvo de análise detalhada feita por Camila Guarany no curso de MBA da USP, com orientação do Professor Vicente Aquino Neto: https://www.waterboards.ca.gov/ust/lt_cls_plcy.html

 

- Na mesma linha, Rodrigo Cunha apresentou um documento de Massachusetts que aceita decisões diferentes de “remediar até zerar a fase livre do poço de monitoramento”. Na minha opinião, esse documento é bem completo e dá muitas possibilidades, mas todas elas devem ser muito bem embasadas. Recomendo muito que baixem o guia e leiam: https://www.mass.gov/doc/wsc-16-450-light-nonaqueous-phase-liquids-lnapl-and-the-mcp-guidance-for-site-assessment-and/download

 

- Aproveitando para complementar e falar sobre os guias de Massachusetts, eles têm guias muito interessantes sobre intrusão de vapores e esses aqui, sobre Avaliação de Risco em Áreas com Hidrocarbonetos de Petróleo. Também um “tema quente” por aqui, esses guias podem ajudar: https://www.mass.gov/lists/policies-guidance-technical-support-for-site-cleanup#vph/eph-

 

- Dentro do tema LNAPL, esse site do CL:AIRE tem vários livros para dowlonad gratuito. Já vi e indiquei aqui o de LNAPL, mas o de DNAPL e o de hidrocarbonetos de petróleo em água subterrânea são bem legais também. Baixem e leiam!!!! https://www.claire.co.uk/useful-government-legislation-and-guidance-by-country/77-risk-assessment-info-ra/208-assessing-risks-to-the-water-environment-info-ra2-3

 

- Aqui um artigo muito importante, de Lenhard et al. (2017), que propõe um modelo para estimar distribuição e transmissividade do LNAPL considerando o LNAPL residual ou trapeado. Além do modelo em si, as explicações dos fenômenos e da importância de conhecê-los é muito interessante nesse artigo clássico para quem estuda o tema LNAPL. Open Access: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0169772217300451?via%3Dihub

 

- Complementando, mais uma vez aqui vai o guia da API para ensaios com LNAPL, extremamente relevante na nossa área: https://www.api.org/oil-and-natural-gas/environment/clean-water/ground-water/lnapl/interactive-guide

 

- Dia 10/02, a Cascade promove um Webinar sobre tecnologias Direct Push. Inscrições gratuitas. Quem puder, assista: https://www.cascade-env.com/resources/webinars/drilling-107-an-introduction-to-direct-push-technology-dpt/

 

- Outra da Cascade: muito legal o folder que explica resumidamente o funcionamento do Waterloo APS, que é, na minha humilde opinião, a melhor ferramenta para investigação de água subterrânea já inventada. Hoje, só utilizada pela Cascade. Conheçam um pouco mais no link deles: https://www.cascade-env.com/resources/brochures/waterlooaps-overview/

Mas o artigo, muito mais completo, de Pitkin et al (2007), pode ser lido na íntegra aqui: https://sci-hub.se/https://ngwa.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1745-6592.1999.tb00213.x

 

- Entrou em vigor a norma ABNT NBR 13292, que trata de ensaios de infiltração para determinação de permeabilidade. Esse ensaio pode muito bem ser usado para a determinação de K nas unidades hidroestratigráficas, como já comentei aqui. Prometo voltar a esse assunto em breve, que já foi objeto de dois TCCs do SENAC: da Luana Fernandes e do Fernando Ferraz. A norma é essa: https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=461581

 

- Vi um vídeo muito interessante no Linkedin que me levou a um Canal no Youtube muito bacana. Recomendo que vejam os vídeos do Canal Practical Engineering, começando por esse, que mostra as linhas de fluxo de água subterrânea. É bem didático e explica de forma muito visual o conceito. Assistam e se perguntem: o que aconteceria se o meio não fosse homogêneo? https://www.youtube.com/watch?v=0EzoHXEzdwY

Vejam também o vídeo do Linkedin: https://www.linkedin.com/posts/civil-engineer_civilengineering-construction-civilconstruction-ugcPost-6763355611066372096-supK/

 

- Aqui algo que beira o inacreditável. Nos últimos dois anos, foram aprovados pelo governo 998 novos agrotóxicos!!!! Hoje são 3064 produtos agrotóxicos permitidos no Brasil. Se isso já não fosse absurdo o bastante, vejam essa reportagem, onde os moradores de algumas cidades de Goiás estão sendo encaminhados a atendimento médico por “chuva de agrotóxicos”, que são pulverizados por aviões indiscriminadamente. Quem viu aquele vídeo falando da Primavera Silenciosa, estamos vendo isso agora, 60 anos depois, aqui mesmo, do lado da gente. A busca pelo lucro continua superando o respeito à vida, à saúde e ao meio ambiente. Assistam e tentem não se indignar: https://www.youtube.com/watch?v=hh_DHiZ9Ykg&feature=youtu.be

 

- Matéria no The Guardian faz um alerta aos economistas:  a destruição da natureza vai levar a prejuízos incalculáveis e ao fracasso do modelo econômico atual. Será? https://www.theguardian.com/environment/2021/feb/02/economics-failure-over-destruction-of-nature-presents-extreme-risks

 

- Reportagem fala que o custo, para os EUA, de atrasar em 10 anos a eliminação das emissões de gases-estufa será de 3,5 Trilhões de dólares. https://qz.com/1967754/waiting-to-eliminate-emissions-will-cost-the-us-trillions/

 

- Mais uma reportagem, agora da BBC Brasil relacionando meio ambiente e economia: Joe Biden recebe um longo dossiê elaborado por acadêmicos e associações ambientalistas sobre a atuação do governo brasileiro na questão ambiental e recomenda cessar os acordos bilaterais que estariam prejudicando ainda mais as florestas aqui, consequentemente o clima do planeta. https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55927385

 

- Uma notícia boa nesse segmento. Será que estamos ficando mais ambientalistas? Para 77% dos pesquisados, proteger o meio ambiente é mais importante que o crescimento econômico. Curiosamente uma pesquisa como essa não teria o mesmo resultado se a pergunta fosse controlar a pandemia x crescimento econômico. Em todo o caso, é uma boa notícia. https://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/proteger-o-meio-ambiente-e-mais-importante-que-crescimento-economico-para-77-dos-brasileiros-diz-pesquisa/amp/?__twitter_impression=true

 

- Aqui uma reportagem para tentarmos entender o grande jogo dos fundos de investimentos, as megacorporações e as grandes questões climáticas e ambientais: https://insideclimatenews.org/news/03022021/the-chess-game-continues-exxon-under-pressure-says-it-will-take-more-steps-to-cut-emissions-investors-are-not-impressed/?amp&__twitter_impression=true

 

- Na National Geographic: área considerada sagrada pelo povo originário apache, no estado do Arizona (EUA) está prestes a ser cedida para exploração mineral. A Resolutuon Cooper quer explorar o cobre da área, em parceria com a Rio Tinto. Lideranças apaches dizem que o local seria como o Monte Sinai. https://www.nationalgeographic.com/environment/2021/01/oak-flat-exchange-arizona-sacred-site-mining-company/

 

- Texto da economista Monica de Bolle comenta o livro Água, do fotógrafo Erico Hiller. O livro mostra imagens impressionantes da falta de acesso à água potável no mundo e, entre outras coisas, fala que morre mais gente no mundo por falta de saneamento básico do que por violência armada. Infelizmente são “mortes invisíveis”, o que impede a real indignação da sociedade. Leiam o texto da professora de Bolle: https://www.quatrocincoum.com.br/br/colunas/rupturas/sem-agua

 

- Um texto muito legal, da Juliana Sayuri, que fala sobre o que é verdadeiro e o que é falso na ciência. Em tempos de pandemia, fake News, negacionismo, pós-verdade, para nós, que trabalhamos com ciência aplicada, é algo muito legal de ler: https://gamarevista.com.br/semana/qual-o-papel-da-ciencia/o-que-e-verdadeiro-e-falso-para-a-ciencia/

 

- Outro texto fantástico, no El País, dica de Mauro Tanaka Riyis, “O que significa criar uma criança em uma pandemia”, fala de pandemia, escolhas éticas, e de muitas outras questões. Bem interessante: https://brasil.elpais.com/opiniao/2021-02-04/o-que-significa-cuidar-de-um-filho-numa-pandemia.html

 

- Vocês conhecem o rato-toupeira pelado? É o único mamífero de sangue frio do planeta e isso traz coisas interessantes pra ele. Vejam nesse fio da Luiza Caires: https://twitter.com/luizacaires3/status/1356362763719872512?s=08

 

- Cientistas depois de décadas estabeleceram todas as propriedades do einstênio, o elemento mais pesado da tabela periódica (99º): https://www.livescience.com/einsteinium-experiments-uncover-chemical-properties.html

 

- Semana passada indiquei um texto e um documentário que explicava e comentava sobre os “Mercadores da Dúvida”, cientistas que defendiam a indústria do tabaco a despeito das evidências em troca de vantagens econômicas e depois migraram para a negação das mudanças climáticas com o mesmo objetivo. Coincidentemente, essa semana, a UNESP publica um texto de Marcelo Yamashita muito legal sobre esse tema. Vale muito a leitura. Gostaria de insistir em um ponto: Não sejamos os Mercadores da Dúvida do GAC!!!!! https://www2.unesp.br/portal#!/noticia/36281/mercadores-da-duvida

 

- Outro assunto que tratei na semana passada e voltou à tona essa semana, nessa reportagem da Folha. Lembram das ações da Game Shop, onde um grupo do Reddit apostou de forma inversa a um grande Fundo, que queria manipular a queda do preço das ações e quase faliu o fundo? Essa semana, fizeram algo parecido com especuladores de commodities, mais precisamente o preço da prata. O que é real, o que é fabricado no mundo das finanças? https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/02/efeito-gamestop-faz-preco-da-prata-ter-maior-alta-em-oito-anos.shtml

 

 

Amigas e amigos, muito obrigado pela leitura. No Canal do Youtube (youtube.com/c/ecdtraining) já passamos dos 600!!!! Estamos com 601 inscritos! No Telegram (https://t.me/areascontaminadas ) temos 236 inscritos e no Instagram já temos 454 Seguidores (@ecdambiental). Espero que estejamos conseguindo ajudar bastante gente!!!!

 

Por hoje é isso. Aguardo os comentários, sugestões e críticas. Mais uma vez peço que acessem o https://apoia.se/ecdambiental para vocês conhecerem melhor a nossa campanha e, se puderem, contribuírem conosco. Se tiverem dúvida, estou à disposição.

  

Se alguém não quiser mais receber as minhas mensagens, é só responder esse e-mail com o texto REMOVER

  

Marcos Tanaka Riyis

ECD Ambiental

https://linktr.ee/ecdtraining

http://youtube.com/c/ecdtraining 





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