Newsletter ECD #012

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Na semana que passou, recebi duas notícias muito boas, na verdade, dois convites que me deixaram muito contentes: um deles para fazer parte da banca de TCC de uma aluna do curso de MBA em Gerenciamento de Áreas Contaminadas da USP. Fiquei muito feliz por dois grandes motivos: um deles pelo reconhecimento do meu trabalho por parte da aluna que não conheço pessoalmente, nem dei aulas diretamente, o que é muito legal!!!; outro por compor a banca junto com dois gigantes do nosso meio, os Professores Doutores Reginaldo Bertolo e Paulo Lojkasek Lima. É uma honra poder contribuir. O segundo convite foi para eu ministrar aulas em uma disciplina de Gerenciamento de Áreas Contaminadas do Programa de Pós (Mestrado e Doutorado) em Engenharia Ambiental da UNESP como professor convidado. Vai ser um grande prazer contribuir com o programa onde concluí meus estudos no mestrado e doutorado, agora do "outro lado" das carteiras.

Além dos convites, aconteceram mais duas coisas nessa semana que me alegraram muito: uma delas foi que ministrei um curso muito legal In Company para o corpo técnico de uma empresa que é Responsável Legal e tem muitos casos. O tema foi Amostragem de Solo e foi muito bom poder contribuir com esses profissionais, pois, certamente, irá elevar o nível dos trabalhos que as consultorias prestam para eles.  Nós, da ECD, temos "migrado" para essa área de Educação, Cursos e Treinamentos, pois achamos que essa pode ser uma boa forma de contribuir com o mercado.
A segunda foi o Webinar sobre Investigação de Alta Resolução promovido pela AESAS/SENAC que tive a honra de ser um dos debatedores, ao lado dos gigantes Julio Vilar, Marco Pede, Cesar Malta-Oliveira e Rodrigo Cunha. Foi uma discussão de altíssimo nível que, imagino, tenha esclarecido muitas dúvidas sobre essa abordagem de investigação. Sobre isso, gostaria de ressaltar algumas coisas que falei lá:
- mais caro que fazer uma boa investigação é não ter os dados para a tomada de decisão;
- investigação de alta resolução não é usar um equipamento específico, mas sim, uma abordagem que investiga em escala de detalhe a distribuição da SQI e sua relação com o meio físico;
- ter a amostra de solo é imprescindível (no estado de SP é obrigatória), mas ela tem que ser feita no perfil completo (incluindo a zona saturada) e com a ferramenta correta (para profundidades maiores que o comprimento da ferramenta, Direct Push - Dual Tube ou Piston Sampler e, em casos especiais, Single Tube revestido por Hollow Stem Auger). Somente com essas amostras é possível ter dados quantitativos de concentração, e consequentemente é a única que permite o cálculo da massa de contaminantes;
- Há incertezas na amostragem de solo, que podem ser reduzidas com o uso em conjunto de ferramentas de tempo real como MiHPT, OIP, HPT, DPIL, CPTu, EC e outras. Mas a amostragem de solo não pode ser substituída por nenhuma delas, embora possa ser complementada por elas;
- A maior massa (mais de 90%) está imobilizada, portanto, ligada ao solo. É preciso investigá-la;
- A maior descarga de massa (75% ou mais) ocorre em uma seção pequena do aquífero (10-20% em meios homogêneos), nas zonas de fluxo. É preciso identificá-las e investigá-las em escala apropriada;
- Ainda que seja realizada uma varredura vertical de SQIs (por exemplo, com MIP ou OIP), não se pode ir direto na profundidade determinada por essas ferramentas para coletar uma amostra de solo, porque existem incertezas quanto a essa profundidade, tanto verticais (ver o Podcast com Atila) quanto horizontais (os furos não são no mesmo lugar), portanto, durante a amostragem de solo de perfil completo deve ser realizada uma varredura para selecionar as melhores amostras para serem enviadas ao laboratório.

Além disso tudo, tivemos mais um episódio muito legal do podcast, com uma entrevista com a Patricia Ruiz, da Soldí Ambiental, uma das pessoas mais conhecidas do GAC no Brasil. 


Vamos agora às principais notícias e dicas da semana:


1. Mais uma vez, infelizmente não teremos vídeo novo no Canal da ECD. Desculpem por isso; 

2. A terceira Live do Canal da ECD Training está agendada para o dia 05/09 (eu havia dito 08/09, mas é dia 05/09). Reservem as agendas, teremos mais um convidado de peso, dessa vez, outra lenda viva das Áreas Contaminadas do Brasil, o Dr. Paulo Negrão, baixista dos Intocáveis;

3. Na quinta-feira passada, no 17º Episódio do nosso Podcast Áreas Contaminadas, falei com Patricia Ruiz, da Soldí Ambiental. Falamos sobre a participação dela em muitas entidades ligadas ao nosso mercado, como AESAS, CGECRI, ABNT e muitas outras, sobre a inusitada criação da Soldí e bastante sobre a trajetória de uma menina de 14 anos cursando o ensino médio técnico se transformando em uma das vozes mais conhecidas e importantes da cadeia de GAC no Brasil.
Conheçam mais da Patricia no Linkedin: https://www.linkedin.com/in/patriciaalmendroruiz/ 
- Gestão e Estratégia: https://www.gestaoeestrategia.com.br/
- Episódio no Youtube: https://youtu.be/I-v4TDHjVyE

4. Nessa quinta, dia 27/08, no Podcast Áreas Contaminadas, a minha entrevistada será Cristina Deperon Maluf, da AmbScience. Ela vai falar sobre sua trajetória da Engenharia para o GAC, mas também de intrusão de vapores, investigação preliminar, investigação detalhada e muito mais.

5. Charle Dayler , Analista do IBRAM, Instituto Brasília Ambiental, órgão ambiental do DF, promoveu uma série de Webinars sobre GAC. Todos são muito importantes para conhecermos as etapas do Gerenciamento e um pouco da complexidade que envolve o tema. Acompanhem a sequência toda em https://www.youtube.com/charlesdayler

6. Nessa quarta, 19/08, a AESAS/SENAC promoverá mais um Encontro Técnico gratuito online, com o tema ABNT ISO / IEC 17025. As inscrições estão no site: https://attendee.gotowebinar.com/register/2306574593321172751

7. Uma notícia econômica, que certamente reflete na nossa área, é essa: https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/08/17/pandemia-derruba-lancamentos-em-sao-paulo.htm

8. Publicação interessante no Linkedin sobre o software CPeT-IT: https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:6697619729038893059/


10. Falando em vagas, recentemente recebi indicações de vagas em muitas consultorias de áreas contaminadas, todas elas abertas: Na Golder, da Waterloo, da Geointegra, na Worley, na Elementus e na Enfil. Pelo menos no quesito vagas, o mercado parece estar aquecido

11. Vale a pena rever essa apresentação/treinamento da EPA sobre Investigação para Remediação. Embora seja antigo (se não me engano, de 2009), é bem atual: https://clu-in.org/conf/tio/ERTPPresents3/slides/1Slide_Presentation_for_Tom_Kady,_U.S._EPA_Environmental_Response_Team.pdf 

12. No podcast #016, com o Atila, falamos sobre o conceito de estratigrafia de sequências. Se vocês se recordam, ele não concorda com o nome, mas recomenda o documento. Não tenho o conhecimento geológico dele para concordar ou discordar do nome, porém, recomendo fortemente que todos leiam esse documento da EPA, que é, certamente, o futuro das interpretações do meio físico na nossa área: https://cfpub.epa.gov/si/si_public_record_report.cfm?dirEntryId=341373&Lab=NRMRL 






Por hoje é isso. Aguardo os comentários, sugestões e críticas.


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Mais uma vez obrigado pela atenção e até a semana que vem



Marcos Tanaka Riyis
ECD Ambiental

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